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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Agora já foi... e nem te mais como voltar

TOP 5 "Agora já foi, e nem tem mais como voltar..."

Existe nome para essa sensação?

- Você escreve aquele mail gigante e não sabe se envia. Pensa nas conseqüências. Pode ser a única chance dizer o que está entalado. Dane-se! Clica em enviar. Em 5 seg, bate a razão. Já foi...

- Viaja tranquilamente quando, a 140 km/h passa por um guard rail e tem a impressão de ter um radar móvel escondido. Olha direto já para o velocímetro. Se o limite é 110, tá ferrado. Na seqüência, olha o retrovisor. Já é tarde. A mureta ficou agora a mais de 500 metros. Já foi e...

- No MSN, digitando que nem um louco para 9 pessoas ao mesmo tempo, vê janelinas piscando igual piscas de natal. Mal lê e já responde pra todo mundo. Mas percebe que a resposta, nem um pouco educada sobre um assunto completamente diferente e de conteúdo impróprio foi pra pessoa errada. Vê como confirmação a foto do seu colega ao lado do seu texto. Já foi...

- Aquela coleguinha que você sempre fantasiou estar num rala e rola, um dia, numa comemoração da empresa, resolve dar bola pra você. Bebidas a mais, olhares e risadinhas. Vai rolar. E eis que no rolar, você “esquece” de se proteger. Na hora é lindo. Mas em 68 segundos cai a ficha. “Ai ai ai. Se ela saiu assim comigo, deve ter saído assim com outros”. Já foi...

- Namorada nova. Está dando uma volta no shopping e educadamente pergunta se ela quer jantar. Ao entrar direto naquele restaurante que todos dizem ser divino, observa no cardápio que o prato mais meia-boca, a arroz branco e fritas custa R$ 70,00. Um suco são R$ 6,00. Já foi... e nem tem mais como voltar.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

PAN PAN PAN PAAAAN

O título era para ter a entonação da 9a Sinfonia de Beethoven. Mas deixa pra lá. O Pan acaba domingo e, como diz o Doug, "Pelo fim do PAN!". Acho que ninguém aguenta mais. E até legal. Estamos vendo o país num desempenho nunca visto, acho que isso acontece graças a torcida brasileira. Sinceramente, acho que nas olimpíadas, voltaremos ao noss 70° Lugar. Basta ver os Estados Unidos. Com a maioria de suas equipes "reservas", já estão com mais que o DOBRO das medalhas de ouro que o 2° Lugar, no caso o Brasil.
Enfim, vale pela relevância do esporte. Valorização de atletas até então desconhecidos e claro, a torcida que até então só sabia gritar "gol", "set" e "game". Isso além das vaias de praxe.
Olha que legal, na época de Pan e Olimpíadas, todo mundo sabe o que é "koka", "ipon", "wasari", "set point", "ace", "salto triplo mortal carpado" e por ai vai...
Um país tão carente de esportes (principalmente transmitidos ao vivo em massa!), o povo fica perdido. Teve dia que o poder (meu controle remoto) ficava pulando 5 canais ao mesmo tempo. Queria acompanhar o Judô, Natação,
Ginástica, Volei, Handbol...
Como tudo não é só alegria, passamos pelas vergonhosas atuações (amareladas e já esperadas) de alguns. Outros visivelmente colocavam tanta garra que até emocionava.

Bom para o país, que viu seus atletas dando sangue com arenas, ginásios lotados, isso sem contar o show a parte tecnológico dos telões. (Salvo algumas excessões. Vide foto ao lado - alguns juram que acompanharam além do futebol, uma partida emocionante de paciência!).
Mas pera lá. O show não foi só tecnológico. Vimos o show das beldades. O mulherio pode acompanhar de perto a definição de músculos dos atletas, as feições arianas dos mais atléticos..
Mas nós macho-mans não ficamos atrás! Acompanhamos desde o início do evento a miss brasileira desfilando e, depois, todas atletas exibindo seus corpos malhados para o delírio daqueles que acostumaram só torcer para a Edinanci.
Vendo essa foto ao lado da ginástica
(publicada no Terra), lembrei da goleira brasileira de handbol (que jurei não comentar aqui no blog).
Tudo bem, os comentários na TV foram mais engraçados que do Holandes "Coku" na Copa. Tá certo.. a goleira deixou passar algumas bolas, outra hora, pegava com força e as vezes, até chorava. Mas aí já é outraaa história. Talvez para outro Pan.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Bala perdida


Antes do PAN, TODOS OS DIAS eu acompanhava o número de feridos com balas perdidas no Rio de Janeiro.
Se você se recordar, todos jornais, em especial o telejornal da Rede Globo "Jornal Nacional" chagava a separar um bloco só com as tragédias. Não se falava em outra coisa. As notícias eram "Morro do Alemão", "Linha Vermelha", "Protestos das mães", "Confronto", "Outra criança baleada"...
Era comum contar quantos casos desses encontrávamos diariamente. E do nada, como mágica, SUMIU. Nenhum caso.
N-E-N-H-U-M!
0, ZERO! Alguém tem alguma sugestão?

terça-feira, 17 de julho de 2007

So Far So Close

Terça Feira tensa.
Após tanto esforço, o Brasil consegue enfim, deslanchar na competição pan-americana.
Seis medalhas de ouro, a tão esperada medalha da Jade Barbosa, dupla gold medal de Diego, Mosiah e equipe de ginastica, assim como a equipe de natação. Ainda tem muito por vir. Estou otimista e acho que o Brasil consegue ficar na 2a posição no total geral de medalhas, ficando atrás solamente da impossível equipe Norte Americana.
Já dizem por aí que tanto o Varginha quanto o Doug, empolgados com a ginástica (principalmente modalidade solo) querem praticar e quem sabe um dia, competir. Sei não viu.
Bom, desatre aéreo no RJ, desastre aéreo em SP e desastre mutante em Cps.
Nosso colega e, particularmente meu grande amigo Flavio, vulgo X, teve um problema em seu coração. É dona Simone! Foi Você? rs
Enfim, tudo parece estar se normalizando e, se Deus quiser, em breve, novas risadas com novas histórias cabulosas.
Força X!

O que é isso...?

Que curioso, a maioria dos meus posts se iniciam ou abordam em algum momento filmes e cinema. Acho que essa característica sempre irá fazer parte dos meus textos.
Explico o excesso de filmes e a falta de Bets na minha vida: desde muito cedo, troquei as brincadeiras de rua pelos filmes porque minha casa fica numa avenida muito movimentada, quase uma via expressa.

Portanto, aqui vai mais um post, dessa vez sobre...
o belo filme de Bruno Barreto "O Que é isso Companheiro?" que revi hoje. Estranho ver Pedro Cardoso, Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres em personagens com atuações tão dramáticas. Todos com vasta experiência cômica, se estereotiparam-se com expressões engraçadas e sorrisos estampados.
Mais estranho que eles, é imaginar a situação. Um momento tão delicado do país, vivenciado por um grupo revolucionário encabeçado pelo "Zem" Fernando Gabeira, o próprio que se encumbiria de executar o embaixador.
Viu-se que pela primeira vez, o homem é livre. Sua mente é livre. Temos as leis, mas podemos trangredi-las se sentirmos necessidade. Vencer a mídia. Tudo por um ideal.
Um grupo que sonhou alto "conseguiram" voar alto. Numa realidade problemática, quiseram e conseguiram. Sim, o livre-arbítrio do homem.
A estranheza "final" se dá pela comunicação. Não especificamente pelo rádio e os primórdios da televisão, mas pela comunicação propriamente dita, por exemplo da polícia.
As perseguições feitas sem apoio e contato imediato. Na época, somente com os PXs e PYs, sendo necessário um véiculo de posto superior intervir numa viatura para atualizar suas ordens. Helicópteros seguindo viaturas praticamente na banguela.
Sem celulares, rádios, intervenção via satélite, busca computadorizada on-board guia de mapeamento online... Acho que logo teremos piloto automático. A energia elétrica automotiva já está sendo testada.
Se um dia eu voltar a reler esse post, talvez em alguns anos, esse "acho" será obsoleto. Quem sabe nesse dia eu dê risada dessas idéias, afinal o homem nem deve mais sair de casa, e sim seu clone ou seu robô esteja trabalhando (dobrado) por você. E assim o mundo (capitalista) continua girando.
Evoluindo sempre (pelas guerras).

segunda-feira, 16 de julho de 2007

4° com sabor de 1°

Louvavel a apresentação da Jade Barbosa no dia de hoje no Pan, dia em que a Ginástica apresentava as provas individuais. Por apenas 0,05 a barsileira não chegou no pódio. Até quem nunca acompanhou os ginastas e provas desse segmento (meu caso) ficou esperançoso com tal feitio.
Com um passado difícil (órfã de mãe) e tão jovem carregou uma responsabilidade sem igual. Depois de Daiane dos Santos se afastar dos jogos. (vou ter que abrir um parenteses).
O que essa tartaruga ninja foi fazer no pan? compras? Ela nem no freeshop foi!
Todo glamour do esporte concentrado numa atleta que amarela na hora H. Segundo seus técnicos, foi uma decisão poupá-la para o pré-olímpico. E o PAN? é baboseira? então porque tanto blablablá?
Jade, uma até então desconhecida, entrou, LIDEROU e tentou. Errou no exercício final. Caiu, chorou e todos sentiram a garra e a vontade de vencer. Suou a camisa. A força e a vontade de todos brasileiros sofredores que não se abatem com nada esta vá. Ficamos com o 4o lugar.
Honrável. Uma pena não existir medalhas para coragem. Mas esse foi um 4o com sabor de primeiro tamanha dedicação e esforço.
Ficará com a alma tranquila, subiu e tentou. Perder faz parte do jogo. Mas batalhou, ao contrário de outros que merecem apanhar de corrente até se criar vergonha na cara para entrar na arena, tentando finalmente ganhar alguma coisa além de fama.

domingo, 15 de julho de 2007

SUNDAY (de chocomenta!)

Ao contrário do que foi a estréia de Harry Potter (aventura descrita 3 tópicos abaixo), a Van Premiére de Transformermers foi boa. Muito boa.
Cinema vazio, pessoas educadas, companhias agradáveis. Tudo contribuiu para uma ótima sessão. Alías, o barulho é claro ficou por conta de Michael Bay. Já virou automático. Assim como arroz está para o feijão, barulho - explosões e vidros quebrados estão para Bay.
Quase duas horas e meia passaram rápidas. Atores e efeitos excelentes. Muitos erros de continuação, mas o ótimo posicionamento de câmeras e sumpreendentes takes fazem a média do filme ficar acima da média.
Filminha no sábado.. porqueeeeeee?
Domingão é dia de futebol. Como já fotografei a Ponte na sexta e o Guarani no sábado, hoje é dia de apenas ver (mas continuar dando risada) da seleç
ão. Não me agrada muito, mas pelo menos é a final. Saudades das ETERnas discussões nas mesas da faculdade.
Como estava na dúvida se assistia o clássico com a camisa canarinho ou da Argentina (a mesma que o Doug usa no MSN - sim é minha!) - acho que usarei meu poncho. Como assim que poncho?
Ninguém viu na abertura do Pan o corredor formados pelos nativos bralileños?

Quem achava que só tinha negão, errou. Quem achou que só teria mulher pelada, errou. E quem achou que só tinha índio? Naaaa. Somos tudos pagodeiros de ponchos vermelhos tribais. Ah, vai me dizer que você não usa o seu diariamente?
Pois é, até mostramos em rede universal para os atletas, vamos mostrar aos nossos vizinhos! Vou buscar o meu agora.
(putz, domingo não tem loja aberta).

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mercado nada livre

Que mundo! Moderno né? Se compra e vende tudo pela net...
Qual o maior site de vendas? Mercado Livre. Ok. Vou lá.
Procurei se alguém tá vendendo a mãe. Não tem! (tem bastante placa mãe, procurei outras categoria.. e nada). Não que eu queira trocar de mãe. Estou muito feliz com a minha ;-)
Bom, próximo passo. Uma cartucheira. NADA again.
Continuo minha busca bizarra. "Miolo", nada. "Perna mecânica", nada.
Procurando "Braço plástico" achei Descança-braço para belina e corcel (do ano 71 a 77) por R$ 11,00. (novo) meu.. como isso tá novo? Não existe a mínima possibilidade, enfim... Esse mercado não tá com nada.
No anúncio da tv, o cara vende um beijo por 1 real. Vamos procurar.
NADA. Temos aqui: 3 resultados interessantes relacionados a beijo!
1 - Absinto - A volta do beijo da fada verde (??) - R$ 33,00
2 - Por 24$ 13 fitas K7 de beija flor cantando no Espirito Santo
3 - Gel do beijo (chocolate e menta) R$ 13 (porra, que caro!)
Achei latinha de band-aid por R$ 10, uma cama de bronzemento artificial por R$ 15.000,00 e a Camisa do Romário usada contra o Grêmio por R$4000.
Em resumo, só propaganda enganosa!
Sempre achei que a venda na internet servia, de certa forma, para omitir o comprador ou o produto, logo dando idéia de operações ilícitas, seja o comprador ou o produto.
Então vamos fazer de conta que um serial killer não pode ir as compras, certo? Aonde ele vai? AO MERCADO virtual LIVRE!
Um suicida procura um 9mm tem? NAO! Glock? NADA! (estou pegando pesado, mas sendo sincero, que mal tem um cara de caça comprar uma arma, licenciada e etc?? NAO TEM)
Se quiser, arrancar um braço, serra elétrica também não tem! Tem serras de mesa, mas aquelas do Jason NAO TEM. Terá que esperar 5 dias e pedir aquele multi detonator que tem no polishop que destroi um mamão com casca, abacaxi com coroa... suco de maçã.. vc enfia a fruta e TSSSSS ja sai o caldo.. só assim. Em 5 dias ele poderá moer o braço de alguém.
O Jason estaria triste (imagina acena) ele sentado no sofá da sala cabisbaixo porque não tem uma arma letal.
Agora sabe o que tem? Soco inglês!!! Não é proibido?? E sabe quantos modelos tem? 23 ! VINTE E TRES! TWENTY THREE! Tem ate uns com logo marca do Constantine!!! hahaha média de preço: 30 R$
Bom, como não sou serial e muito menos killer.. vou enSERRAR esse assunto bizarro. Vou ficar aqui vendo os produtos enquanto você vê essa frase chegar ao final.. Ficou curioso? vai lá. Olhar é free.

Sim sim salabim

Sim. Estou vivo.
"Então por que você não posta nada nesse blog carambolas?".
Pois é. Nem copiando direito eu tô. Fase cabulosa. Desânimo!
Nem o PAN salva (também chocolate que gruda nos dente é fogo).. (ok, me perdoem o trocadilho.. a fase está terrivel). rs
A Daiane ameaçou amarelar (minha mãe diz que é pecado eu dizer, mas acho que ela precisa inserir 2 horas no seu treinamento de pancada. Acho que falta ela apanhar para trazer alguma merda de medalha. Trazer? Ela já ta aqui pô. Então tomara que ela não se preocupe só com as compras, até porque o freeshop ela não vai).
E se não conseguir, pede para alguém no Rio roubar. Roubam tudo dos outros. Vamos roubar pelo país então!
E na esgrima? o cara meteu a porra da espada no pulmão do oponente. Isso sabe o que significa? (você pode se perguntar, um atleta a menos?) NAAAO, um atleta a mais. Isso sim. Esse cara tá no meu time. Vamo fazer das tripas coração. (literalmente).
É meu caro. Minha vida ta um desânimo. Depois da fase que tudo parece desandar, achei que pelo fato do meu pé voltar a ter contato no solo, significaria melhoras.. tsc tsc
Bom, pra que vou me lamentar aqui né? Fui pagar para me divertir. (não não, sou de família. Fui ao cinema). Com a D, fui ver a estréia do novo Harry Potter. Na fila, um ser já mostrava seu rainho na testa. O dia promete. Isso porque não tinha visto o tamanho da fila. E eu já pensava em como carregar um copo e saco de pipoca por quase 800 metros de fila indiana.
Meu humor estava ótimo e apurado, resolvi sorrir e aproveitar o frio congelante.
Como não ando inspirado, vou pular para os finalmente (ok?). Sentamos próximos ao corredor, então, idas e vindas era normal. Me senti na rodoviária.
Mas a sorte que sentei na frente de 4 coleguinhas de uns 10 aninhos que pelo visto leram as 1200 páginas do 5o livro ontem a noite, e narraram não só o que acontecia, como antecipavam TUDO. Foi uma beleza. Pra que bigar? Se eu soubesse tinha pago para eles contarem a história (que eu JÁ conhecia!).
Meu protesto foi simples. Segui rigorosamente os passos do Danilo (Gentilli, quem acompanha sabe que dar uma de "Danilo" significa apelar para a infantilidade até se sentir bem). Numa atitude ridícula e infantilóide, resolvi estravazar e soltar minha angústia assoviando bem alto em todos momentos que tinha alguma explosão, barulho ou som alto. Assim nem amolar o outro eu amolava..
Resultado.. foi engraçado, diferente. Coisa de louco né? O que importa é que mesmo não gostando do filme me senti bem.
Pelo menos aconteceu alguma coisa diferente Hahaha. E mais! Aprendi essa proeza no mundo Blogger. (preciso postar mais momentos Danilo viu...)

ps - Quando a sessão terminou e o letreiro subiu, 80% do cinema aplaudiu. Sem comentários.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O CTRL C e o CTRL V são bons companheiros! - PARTE II

Decididamente, o CRTL C e o CTRL V mereciam um prêmio.
Depois que eu postei uns dias atrás, fiquei pensado. Hoje, até as colas (segundo o Aurelião: cola é a cópia feita clandestinamente nos exames escritos) são AGORA DIGITADAS!
Se vamos estudar, resumão no PC! Ctrl C – Ctrl V e Pááá!, ta lá a matéria. E se há 50 anos já se colava, hoje, as colas cyber devem ser muito bacanas.
As mais simples: ctrl V - textão no monitor, selecionar tudo, fonte 5. Imprimi e dobra-se a folhinha no meio (cola uma parte na outra). Fácil né?
Mas hoje deve ter jeito mais avançado. Esconder um texto na rede, no servidor. Mudar a autenticidade do autor eletronicamente. Capaz ainda de você “conseguir” provar que quem inseriu o texto no meio de um *.Dll do pc foi o rapaz bobão ao lado.
Puxa. Agora deve ser fácil colar né? E antes tinha que ficar fazendo letrinha. Carambolas, eu nunca fui bom de colar. QUEM DERA!!! Ter o ctrl v e ctrl c no meu tempo de faculdade ou ginásio.
Vou contar meus esquemas: 50% era escrever na mesa (letrinha e códigos), 30% perguntar ou copiar de alguém ao lado, 20% folhas inseridas em cadernos embaixo da mesa, 5% papel entre as pernas, 5% outros (haha filhão, deixa a imaginação fluir... Um esquema bacana era fazer uma meia lua de papel lotado de escrito. Fixar com uma taxinha invertida na mesa com o lado reto para fora. Quando o professor andasse, gira a meia-lua e tchaaaaam!).

Tem que ter o dom de despistar o professor e falar com a mão encobrindo a boca, disfarçando.. ou quando ele olhar, você que ia falar algo com alguém.. boceja.. ou faz cara que tá difícil.. hahaha bons tempos.
Bom, estou fugindo do assunto cyber. Quando estava nos últimos anos de faculdade, aprendi a mexer bem com redes (nesse tempo não existia a paranía de invasões e firwalls). Acho que as maiores cachorradas que eu já fiz foi necessitar URGENTEMENTE imprimir algum trabalho e a fila de impressão na informática estar gigante. Invadia o servidor, cancelava a impressão de todo mundo e jogava a minha em primeirona! Rs. Tentei me lembrar e, segundo minha memória, acho que somente duas vezes fiz prova escrita (digitada rs) no computador na faculdade (matérias práticas em jornalismo). E claro, quem quem quem quem aparece? ELES. O Ctrl C e o Ctrl V.
Nas duas, abri uma tela paralela, e através do explorer, busquei outro computador linkado na rede (daquela sala / colegas) ou até fora da sala (já sabia a numeração dos pcs das outras salas em avaliação). Daí rolava o básico Ctrl c e v. Mas por convicção mesmo. Já no final da faculdade era um bom aluno que prestava atenção. Era sempre uma certificação de que estava escrevendo as respostas corretas.
Mas a moral da história é que hoje, podemos excluir o documento de outrem (uma vez que a segurança em invasões estão sempre sendo exploradas. Os Firewalls todos os dias evoluem, e todos os dias são quebrados). Por que? Porque se você entrar, ou se deleta o que tem por maldade, ou se copia o que existe. Quem quem quem quem? Sim eles. Control C + Control V.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Hoje eu encontrei o Elvis!

Isso mesmo! Tava saindo da videolocadora (quarta feira é dia de locação mais barata), e vi de relance seguindo em direção do Castelo (a pé!) o próprio. O rei!
“Cacete, é o Elvis. Ta velhão, arregaçado, mas é o Elvis!”
Fui correndo atrás. Diferente do conhecido lay out com macacões em estilo karateka, vi o rei de calça jeans e camiseta branca. As costeletas aparadas, (a minha ta maior que a dele, mas não importa). Puta merda, “O” cara tava ali na frente.
Já quase sem cabelo, grisalho, entradas enormes, nem tão gordo e nem tão magro, uma pulseira e um anel. Não tinha jeito, eu conheço aquele olhar e o gingado.
Fui correndo atrás e, devido movimento de carros quando ele foi atravessar a rua, eu esperei na guia o trânsito diminuir ao lado dele.
Certeza, era ele. Porra! O Elvis tá em Campinas.
Em meio barulhos de buzinadas e freadas do balão, eu não agüentei: “Ohh Elvis??”.. Nada.
Mas eu vi o olho dele correndo para lateral da cara me secando. Nem vem que não tem, quer me enganar né?
-“Porra Elvis, dá um abraço veio! HUG, HOLD ME! AI EM DE FEM NAMBER UON”.
Típica cara de “putz” balançou a cabeça num sentido negativo e atravessou. E lógico, Mazzola correu atrás.
- “Se liga aí Elvis, se você não parar, eu vou dedar você!” e ele? Obviamente, nem tchum.
-
“Porra, eu tenho tudo, cd, dvd, você é do caralho velhão!”
Chegou do outro lado da rua. Nessas alturas, perto da drogaria Iporanga. Pô, só me faltava encontrar o Elvis e ver ele ir na farmácia comprando diurético ou coisas do tipo.
Não, não, ele passou reto e entrou na rua do Pão de Açúcar.
-
“Puta merda, o Rei!, o Rei!” Falava alto e ninguém nem percebia. Uma típica cena normal. Virei pra ele e mais uma vez tentei o contato: “Cara, se eu fosse você, chamava pro pau o Roberto Carlos. Vamos unificar os títulos. Tá certo que o cara é manco, mas garanto também que mesmo coroa consegue meter uma na cara do Michael Jackson. O titulo é nosso. Rei dos Reis!”.
O cara não me dava bola. Todos pedestres continuavam desviando de nós dois, por coincidência, todos no sentido oposto. Não era possível. Ninguém nem reconhecia, mas eu tinha certeza.
-
“Canta uma aí pra mim vai, Always on my mind, my way, little sister, você é o cara! pode até escolher. Pode ser gospel também, eu nem ligo... manda uma aí pô”.
Encontrei o Braím da padoca atrás de casa vindo na minha direção: “O Braím, chega aí véio, olha quem tá aqui. O Elvis porra”.
(falando baixinho) “Se liga que é Deus lá em cima e você aqui embaixo ne?”
- “O Elvis? Costello?” diz o Braím.
- “Não caralho, o Presley! O rei! Deus, Blue suede shoes, love tender!!”
- “Mas o Elvis não morreu?”
- “Olhaaaa o cara aqui veeeeio. Interão!!!”
- “Mas eu nem conheço o cara, ele mora aqui? Ta mais prum cover aidético viu.”
- “Sei lá, to seguindo ele.. ele num tá afim de papo comigo, mas eu já saquei a dele. Vamô junto. Uma hora ele falará conosco.”
Mas NEM sinal do senhor parar. Até parecia que já estava acostumado com essa situação.
- “O Braím, corre lá no seu Jão e pede pra ele dá um chego aqui correndo pra confirmar. Ce vai vê só. É o Rei mano!”
Enquanto o Braím saiu fora, eu já tinha cruzado a Orlando Carpino, e estava quase cruzando com a Rua Germânia, quando eu resolvi abordar o cara de novo.
- “Você é foda heim! Mas ó, vou falar pro cê porque sou seu amigo. Na boa, cara... se no seu tempo tivesse Aids, você tava fodido, até porque você já comeu todo mundo né?!”
O grisalho parecia dar cada vez mais as costas. Parecia até que ele nem ligou com meu comentário. Incomodado com a perseguição, aumentou o passo gradativamente, começando quase a correr.
Eu fui correndo atrás “Alááá ta vendo? Manda o Roberto Carlos dá esse pique porra. A perna dele cai no buero.”
Foi quando ele parou.. Olhou pra mim.
- “Aeee puta merda é o cê mesmo!!”
Acabei de dizer isso, ele levantou o indicador.. ameaçou falar, mas desistiu. Foi virando as costas, nessas alturas já ofegante. Afinal, sua saúde não era mais de ferro, muito menos de alumínio.
MI MI – era a buzina da Braza Amarela do seu Jão. “Mazzola, cadê o porra do seu Elvis?”
- “Tá aqui oh!”
- “Num to vendo cacete, num é pegadinha do João Kleber não ne?”
Segurei o pano da manga já frouxa, perto do cotovelo.
- “Sabe como é. Se for o muleque canceroso que foi no programa do Ratinho cê tá ferrado”
Seu Jão enconstou a Braza perto da sarjeta, estávamos perto da mecânica e ele saiu pra olhar de perto.
Quase gritando não agüentei: “Falei pro senhor! É o Elvis manooo”
O senhor perseguido, já irritado passou a mão no rosto, enxugou o suor da testa. Visivelmente já no limite da paciência.
Seu Jão lançou “canta pra nóis que daí eu falo se é ou se não é”. No meu tempo, eu comprei lá na Galeria Barão uns long play. Do Elvis e dos Beatles eu manjo tudo.
Eu comecei a insitir “Sing for us! Love me tender. Love me tender! Repeat plis, Love me tender. Looovi mi ten-deeeeeeeeer!”
Jão entrou na folia e insistia também.
Eis que o astro parou e abriu a boca. “Lohhuvee- mi teeendehhr”. Porronto? Poóde me ir aróra?”
- “Sei não Mazzola. Ele tá fanho”. Seu Jão claramente desanimado, coçando a cabeça.
Abriu a portão do número 376 e entrou com passos largos sem falar mais nada. Correu, abriu a porta com vitrôs semi-abertos, virou pela última vez em nossa frente, trancou a porta e nem olhou para nós.
“Puta que pariu, falei que era ele. Ele nem conseguiu me enganar.”

terça-feira, 3 de julho de 2007

O CTRL C e o CTRL V são bons companheiros!

Caraminholas! O que seria da minha vida sem o COPY – PASTE?

E da sua heim heim heim? Nem vem querendo desprezá-los nããão. Que inveja dos ginasiais que estão chegando agora numa biblioteca. Procurando sobre a navegação de Napoleão ou sou o Ciclo de Krebs. Sim! Salve o Copy – Paste!
Havia uma tiazinha, ok tiazona! (me perdoe, esqueci o nome) na biblioteca do Pio XII que era craque em achar os livros.. Ela me trazia umas 7 enciclopédias e voalá! Só precisava de 83 minutos para copiar até minha mão tremer e achar q meus ossos iriam esfarelar a bic cor azul. Era uma maçaroca de informações. MUITAS! Tinha ainda que enten
der tudo! Para depois saber a ordem que iria atochar tantos dados.
Até então, eram 2 mesas só minhas. Livro aberto para tudo que era lado. Praticamente uma academia de letras (entendeu ham ham?) - (levanta livro, fecha livro, ergue dorso, fecha livro..) E era só livros com mais de 500 folhas. Se fosse pequeno, não pegava.. a professora tinha que sacar que fui logo nos mais complexos e enormes! E lá passava quem nem Chico Xavier meu intervalo (era muita informação, só o recreio não dava!) escrevendo... copyando e pasteando.
Eis que décadas depois com o computador tudo ficou fácil. Corrigindo, com a internet, tudo ficou diferente. Abrir uma página do word e colar dezenas de frases para só depois craniar e fazer um misturão... Acho eu só tive oportunidade de fazer isso após meu 1º ano de Faculdade em 96.

Difícil imaginar hoje. Copiar uma letra de música, um pedaço de receita (ok as mulheres também têm vez!), poema, dados.. Profissionalmente acho que não se trabalharia sem o copy – paste. A necessidade de ter a exatidão dos dados, das frases, parágrafos.. Hoje incompreensível tal feitio.
Viajando na Hellman
´s: poderíamos tentar xerocar, picotar e meter uma tenaz branca. Quando a folha começasse a pesar 1 quilo, estaria pronto! Mas não seria a original né? Entregar uma folha de trabalho parecida com a tábua de Moisés não rolaria mesmo.
Opa! Um dado interessante.. as fofocas diminuiriam a - “Olha o que o Z disse: ctrl c – ctrl v)” / b- “não pode ser, segundo o z ctrl c - ctrl v” / a – nossa, o z não é hetero!” SIM. MUITOS CRTL C! (Pare de fofocar!).Quem teria paciência para ficar RE-escrevendo tudo de novo? Nobody!
Avanço cyber – o Ctrl C vale também para imagem!.. Uma foto!!!! Quer xerocar?
Não precisa meu controu ce faz isso.
Quer ver o que eu estou digitando? É só dar um print screen + new file photoshop + quem quem quem? Yes. Não é o santo graal, mas é o CONTROU VÊ! Gráfico? Tudo tudo tudo..
Puxa. Vamos todos abaixar a cabeça por dois minutos e rezar por eles.
AMÉM.
Sim sim sim salabim, o copy – paste são bons companheiros SIM! E Ninguééém pode negar!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Racismo

Sexta feira passada assisti no Jornal Nacional as últimas sobre o Sistema de Cotas nas Universidades. Depois de pensar a respeito cheguei a conclusão que o Brasil ta andando pra trás! CURIPIRA MESMO CARA PÁLIDA! Mazzola pópará. O papo é sério.

Sociólogos, historiadores, professores, governantes, ninguém sabe ao certo até onde isso é bom. O sistema foi implantado pela 1ª vez em 2001 na Universidade Federal do RJ. (UERJ) com a intenção de aumentar o número de negros nas universidades.

Não farei juízo de valores, colocarei algumas frases (revista ComCiência de 10/11/03) prós e contras e cada um tira sua conclusão.

a. “Negro é tão inferior que precisa de cotas”

b. “Ninguém consegue distinguir o negro do pardo”

c. "É uma discriminação às avessas, em que o branco não tem direito a uma vaga mesmo se sua pontuação for maior

d. "As cotas são uma solução simplista, que rompe com o princípio republicano básico de igualdade entre os cidadãos. Os negros não têm acesso ao ensino superior porque, na maioria dos casos, são pobres e passaram anos estudando em escolas públicas arruinadas”

e. “Se depender apenas do negro, por usa origem e herança, dificilmente alcançará uma posição de destaque sem o devido estudo”

Problemas existem e muitos.. Mas aí chega meu pensamento.

O Brasil está fazendo EXATAMENTE o que a África fez no ápice do racismo. Separar vagas, ou seja, deixar um lado do ônibus livre para os negros. OU MAIS, igual o que Hitler fez em meados de 40 na II Grande Guerra. Separar transportes exclusivos a judeus.

Em que caminho estamos?

Não gosto, alias, odeio textos que acabam com interrogação com falsas moralizações. Mas acho que hoje é uma exceção. Pensarmos até onde os governantes estão corretos.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Joãozinho melado nas pernas

“U cinema daqui é bom dimais, cê já foi? Lá niscuro, cumi até num pudê mais. Meti us denti numa sarcilha boa e sai tudo meladu nas perrna”.

Exato, terei que contar para ninguém se apavorar. Graças a Deus ele não foi conhecer o Cine Regente não.

Coitadinho, ontem encontrei meu amigo mineirinho na rua. Sabem como é né? Joãozinho mora em uma cidadezinha escondida do mundo, terra batida no chão.

Vem para cidade grande, fica perdido.

Dessa vez, veio timidamente contar sua última proeza.

“Mázzola, fui ncinêma. Ô luizona sô, ilumino um varal enóórmi!” Acho que até então a luz mais forte que tinha visto foi de um disco voador em sua cidade natal. Enfim... “Eu quero é môrálá, ô treim bão! Cumendo cuns pé na cadêra da friente viendo nuvela num telão desses!”.

Pois é. Isso mesmo. Joãozinho foi comer no cinema. Maravilhado com as fantásticas guloseimas expostas pela vitrine logo na entrada, sentiu-se na “Fantástica fábrica de chocolates”, se deliciou até sujar a orelha com doces, e não o bastante, pediu um cachorro quente.

“Moçô, bota tudim qui o cê tem démdrolanchi”

Imagino a cena, magro de dó, entrou carregando uma bandeja com um hot-dog tamanho GG. Assim que se acomodou na 2ª fileira (a 1ª não tinha aonde colocar os pés), pegou com as duas mãos o saboroso e nutritivo alimento e na primeira dentada, escorreu molho, milho e ervilha em sua camiseta do Galo.

Problemas? Nenhum. Joãozinho nem piscava vendo o anúncio do Bradesco em 15 metros de largura. Olhinhos brilhantes. Lembrou Zezé de José Mauro de Vasconcellos em “Meu pé de Laranja Lima”, um jeito simples, alegre e inocente.

Quando as batatas palhas, inundadas por Catchup começaram escorrer pelos seus braços, viu o tamanho do problema. Aquela gosma ia logo cair no chão e sujar a poltrona. “Ai meu Deus. U lantêrrninha vai mandá eu imbóra”. Fez uma conchinha com a palma da mão direita e num movimento rápido removeu de baixo para cima a grossa camada de alimentos em seu peito. Tinha de tudo, bacon, ovo, ervilha, mostarda, carne moída, molho, catupiry, mas ele não tinha aonde jogar. Se levantasse, iria chamar atenção dos funcionários. Com sua inteligência limitada resolveu guardar tudo no bolso de seu jeans surrado, o mesmo que mantinha a barra suja de barro, “recordação” da casa lá de Minas.

Umas seis conchas foram necessárias para o pobre Joãozinho sentir a pasta em sua perna. “Avi Deus, tô tudu melecádu”.

Lembrou-se de quando conheceu o mar e fez aqueles buracos gigantes. Parecia que ia achar petróleo ficava com areia até dentro da orelha.

Esse é meu amigo Joãozinho. Exagerado.

Fez um malabarismo digno de Soleil e conseguiu sugar 150ml de coca cola num baita canudão que estava fincado na lata, posicionada estrategicamente ao seu lado direito.

A pasta em sua boca foi se esfarelando, possibilitando então a ingestão.

O molho, que devia estar dentro de sua boca estava espalhado por inteiro na sua face. Devia ter sido uma cena memorável. Segundo alguns, lembrava o Bozo.

Mas tudo foi contornado.. Na metade do longa metragem, os molhos em sua camisa já estavam quase solidificados. Seus braços, pareciam que tinham parido uma vaca. Com molho até o cotovelo, também secos.

Seus bolsos. Ah, seus bolsos. Vou deixar sua imaginação fazer esse trabalho. Assim como eu também imaginei quando ele me contou.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Penso, logo Desisto

Estou começando a achar que o caminho para a felicidade está mesmo próximo ao “Segredo”. Aos que não viram, EM SUMA, trata-se de buscar os ideais, sonhos e curas através do pensamento positivo exercido pela mente. Claro que é mais complexo que isso, mas resumidamente devemos dar oportunidade para as vibrações positivas criarem caminhos para nossa felicidade. Uma via dupla das energias entre o que eu sou e o que eu quero.

Dito isso, recorro a um texto que escrevi em meados de 2000 onde justamente tento chegar numa conclusão semelhante. “Estou numa praia durante minhas férias, tomando água de coco à beira mar. Toca o celular e um parente me avisa que naquele minuto, um colega de meu trabalho sofreu um acidente e esta prestes a falecer. Esse choque, essa ‘tragédia’, me causa desconforto, uma sensação de pânico que, devido a não encontrar uma solução lógica para esse problema, e, não podendo eu próprio salvá-lo, entro em angústia e ansiedade. Meu corpo responde com arritmias cardíacas, alteração na pressão, etc. Como pode uma simples informação nos transformar? Um som ou ruído seria capaz de alterar nossas vidas para sempre. Não cabe ficar discutindo se devemos nos preparar ou não para eventuais notícias não agradáveis, que podem surgir a qualquer momento, mas sim, levar em conta que, se podemos nos alterar para o pânico, esse mesmo corpo pode nos devolver a paz e tranqüilidade.”

Pela conseqüência da discussão, chegaremos a conclusão que nosso corpo pode se curar. Criar autodefesas mentais, afinal, nem Einsten conseguiu usar boa parte de sua inteligência desenvolvida.

Outro exemplo: acordo numa madrugada com frio e vejo a janela aberta. Com o quarto todo escuro, a primeira idéia e fechar a janela. Mas, com um barulho, ou mesmo com o olho cerrado ainda não focalizado até pela sonolência, vejo uma mancha na parede. Será que uma aranha enorme entrou pela janela? E se tiver outra subindo o lençol?

O simples fato de “achar” ou de “pensar” na existência daquele aracnídeo fez com que eu me alterasse todo. Física e mentalmente fui transformado. Se eu não tivesse “pensado” na aranha, ou tivesse imaginado que era um quadro, não estaria alterado.

Nossa mente é capaz de nos deixar como reféns, dependentes de nossos medos. Cabe a nós ousarmos e treiná-la a receber boas vibrações.

Essa discussão é muito ampla e, por hoje, acho que está suficiente pensar nesse tópico.Vou sentar lá fora na chuva para deixar cair alguma idéia da natureza naturalmente.

terça-feira, 26 de junho de 2007

HospiCaos

Hospital, caos e hospício. Nem eu sei aonde eu fui parar.

Finalmente (aleluia x3) fui tirar meu rabiscado gesso. Chegando na sala de espera, logo encontrei a "adoravel" atendente que vejo toda semana preenchendo fichas. Logo me lembrei da sua adorável vontade de trabalhar. Acho inclusive que ela ganha para fazer cara feia.

Peguei minha senha "874" e sentei. Primeira coisa que eu olhei foi o número do painel, 869. Faltam 5, beleza. O negócio é aguardar. A segunda coisa que olhei foi quem eram esses 5. Duas gordas enormes, (pelo calcanhar, uma devia ser doméstica), 2 velhinhos e uma moça que devia estar hipnotizada com um buraco na parede que por nada ela piscava (a muleta dela quase caiu e ela nem tchum).

Os minutos seguintes se deram por conta do tic tac das marretadas na parede (o hospital está em reformas) e, como não se pode parar o atendimento, só adianto que a espera foi longa. E doída.

Cada quilo de parede que caía moída no chão era um alívio. Bom, alívio era uma palavra inexistente, onde só vejo pessoa estrupiada, engessada e quebrada. Minha preocupação era ficar de olho na minha muleta. (Como um encontro de cachorros no Taquaral num domingo, as muletas se encontravam na sala de espera. Como aluguei a minha, olho nela).

Tudo ia bem até um pedreiro dar uma marretada na vidraça. O velhinho que estava conversando com sua senhora desviou dos estilhaços feito granada na guerra. Coitado, o vidro estava atrás dele, mas com o susto ele não sabia o que era, nem aonde tinha sido. Ele buscava olhar para o estrondo e se proteger, mas seus olhos varriam a sala toda e não achava nada, uma vez que não virou para trás. Nem deve ter notado que o problema era lá. Enquanto mais estilhaços voavam, eu pensava naquele medo de se quebrar mais vidros.

Estavam simplesmente trocando os vidros. Nada demais. Caramba, por que temos tanto medo do barulho do vidro quebrar? Copo, lâmpada, janela, porta, garrafa, prato... Ué quebrou, quebrou! Não sendo dentro do meu olho (e não sendo meu o que quebrou, vai pau!).

Até então era interessante ver as pessoas saindo pelo lugar errado. Como estava sentado na primeira fileira de cadeiras da espera da ortopedia (tinha uma outra sala ao lado que era da clinica geral, e, por essa sala, uma porta dava o acesso ao atendimento de ambos. Portanto, uma vez atendido, a saída era pela porta de espera da clínica, se você pegar a porta errada, cairá na moça sorridente e contente que atende a ortopedia). Uma delicadeza. Via quase todos voltando pelo caminho errado dando de cara com a exemplar trabalhadora. (Cheguei a pensar em colocar uma sulfite em baixo do balcão - na altura dos meus joelhos - CUIDADO, ATENDENTE CHATA. Mas achei melhor não). Era divertido ver ela atendender tanta gente desinformada de uma vez só.

Bom, já passava UMA hora que eu estava lá esperando e advinhem quantos faltavam para me chamar? Isso mesmo. Cinco. Comentei baixinho para não tumultuar “acho que o médico está amputando o 869”. Depois meu sarcasmo resolveu pairar “Acho que ele ficou vendo o programa do Jô até tarde e ele não chegou. A verdade que o 869 foi o último paciente de ontem”.. e por aí fui.. mas já era tarde. Uma senhora (barraqueira) chegou, pegou sua senha e fez um barulho próximo a uma mistura de gralha comcodorna (nhéuhuu)

Ainda com as marretadas deliciando minha audição, concentrei na senhora (a barraqueira) “Faltam vinte números... e fulana tá esperando ali com dor (poxa, eu também tava, mas vi que não era hora de me meter).. me passa na frente!”.

Ave mãe, a senhora avantajada citada no início suspirou tão fundo que eu tive medo. A velhinha então olhou para o senhor dela e fez uma cara que parecia cólicas renais. E eis que nesse minuto, a moça da muleta a minha direita fez um movimento rápido e enfiou a mão na bolsa. Meu Deus, ela vai matar ou a enfezada que preenche as fichas, ou o médico ou a senhora (sim, a barraqueira). Quando ela puxa de dentro da bolsa uma agulha enorme de crochê azul com um novelo maior que seu própriocoração. “Putz, o negócio vai longe”.

Para um alívio geral da nação dos perna de pau (minha muleta era de ferro), não se andava mais na sala tamanho número de peraltas na espera. E eis que o número bipou, uma hora e meia depois, 871. Pois é. E o 870? Meu, dane-se o 870, faltam 3. Nesse mesmo bilhonésimo de segundo, piscou e bipou 873. E o 872? As favas! Falta 1.

Tudo bem, assumo, tinha um pequeno e mínimo receio que fosse para o 875. Mas foi quando vi o cálice sagrado. O 874 estava lá, brilhando, como a tocha olímpica no horizonte de meus olhos. Um verdadeiro Santo Graal.

Fui capengando, todo torto desviando da turma. Um olé para a senhora (a barraqueira), uma pedalada de cá, e estou já chegando na sala.. quando vejo na porta do ortopedista a senhora gorda do 870 e a da muleta (que estava ao lado direito - vulgo senhora 872). Eu achei que os velhinhos deviam estar lá, uma vez que chegaram antes.. mas nem estavam, acho que desistiram e perdi eles de vista. Sei que estava eu na porta do próprio São Francisco e este dispensando o 872, “não te chamei” Aeeee tumtumtum.

Meu caso era mais rápido, e foi. Duas longas semanas.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O Inferno são os outros

Observando outros blogs, vamos nos conhecendo né?! Caímos de página em página mas já estamos condicionados a determinadas páginas. Por ex: Páginas de internet, assuntos cyber, tecnologias, política, economia, polícia.. to fora. Meu, se quero informação precisa, buscarei um especialista, um site de conteúdo (não estou menosprezando os bloggers!). Mas fora o Simão, difícil achar política e economia engraçado. AHHH.. ta aí! Eu busco sites engraçados. Chega de tragédias. Quero passar meu tempo feliz. Aprender e conhecer assuntos diversos.. coisas novas de maneiras diferentes.
AH, sabe mais? odeio textos longos. Caramba, não tem nada pior que começar ler um texto e num ataque de súbito transtorno Obsessivo compulsivo, sua mão corre pro mouse descer a barra de rolagem.. e .. surpresa.. o texto tem mais 175 linhas. (Pior que isso só receber correntes pela net OU power point.. AVE MAE, e se é uma corrente EM power point?!).

Tentarei colocar sempre coisas bacanas e breves, ok? (copiar só o que interessa!!! rs) E claro, assunto de interesse! Ver a Ivete Sangalo caindo do trio elétrico = cool. O Charlie Brown se declarando para garotinha ruiva? = cool. Saber que o Rambo 4 é mais violento que o jason? = COOOL. Saber que a Marta Suplicy disse sobre a crise dos aeroportos. Not cool.

E mais, acho que a era digital proporciona algo mais atual que os esdruxulos "querido diário", aliás, o que importa que o Beltrano comeu no jantar e conversou na reunião com dona Euflásia em Ohio? Então pq o blog? Falar da vida pessoal? sim SE envolver algum conexto que interesse o próximo! Se a bolsa de valores desceu 16 pontos. Não interessa. Se o Chiquinho comeu carne moída? NÃO interessa. Se eu comi pastel de queijo? NÃO Interessa. Se eu consegui assoviar starway to heaven inteira interessa? não!!! Se eu caí do trio elétrico! Daí mesmo sem nenhum dente na boca, interessa!!! = Not cool but cool a lot, entendeu? Pessoal, só se for legal! Se não é legal (ilegal) a gente copia (ilegal) = entendeu o trocadilho??! HAHA! Só não vale ficar passando (muita) deprê. Escrever sobre tristeza, as vezes até rola.. mas não faremos disso uma lei. ok?

Tudo bem, tem dias que é legal.. assim como há os dias deprês. Mas em geral, quero alegria. Estar deprê já é o fundo do poço.. pagar internet, perder tempo para ficar MAIS down? Jamais. Prefiro ver os deseinhos do meu gesso que é mais legal.Se estou na internet quero coisas boas. Sai pra lá sarava, xô urucubaca! Por isso, acho que mais vale a pena copiar x colar um texto de alguma utilidade (mesmo que sem conteúdo, mas que valha um sorriso) para valer seu minuto. Mesmo que não seja de minha autoria.

Direitos violados, esquerdos corrompidos! O lugar é aqui. Afinal esse blog é despretensioso. Aqui você encontrará tudo.. "o melhor de todos (os outros)." / (salve o copy – paste!).
O texto já tá grande.. ai ai ai

sexta-feira, 22 de junho de 2007

TOP´s CINEMA


Depois de analisar várias considerações do Blog "Rosebud é o trenó!" (http://www.rosebudeotreno.com/), achei que é de grande valia saber quais são os 10 melhores filmes EVER, de acordo com a lista da AFI (American Film Institute). A lista divulgada dia 20/06 mostra os 100 melhores filmes atualizada (uma vez que anualmente novos filmes vão se inserindo na lista graças suas superproduções e super histórias). Destaque para a O Senhor dos Anéis / Sociedade do Anel; Faça a Coisa Certa (Spike Lee) e Sexto Sentido (obra prima de Shyamalan com Bruce Willis)

O que chama atenção é que muitos filmes antigos vão trocando de lugar. Uns caem absurdamente e outros sobem na lista (Vertigo / Um corpo que cai, sai de 66 e agora aparece em 9!).

Vamos a lista:
1 CITIZEN KANE (Cidadão Kane)

2 THE GODFATHER (O Poderoso Chefão)
3 CASABLANCA
4 RAGING BULL (Touro Indomável)
5 SINGIN’ IN THE RAIN (Cantando na Chuva)
6 GONE WITH THE WIND (E O Vento Levou...)
7 LAWRENCE OF ARABIA (Lawrence da Arábia)
8 SCHINDLER’S LIST (Lista de Shindler)

9 VERTIGO (Um Corpo que Cai)
10 THE WIZARD OF OZ (Mágico de Oz)

Num sopetão, tentarei colocar meu top 20 aqui, de uma maneira POP, misturando conservadorismo e cinema contemporâneo (passando por todos anos, estilos, escolas e gêneros):

00 O Poderoso Chefão
01 Kill Bill
02 Senhor dos Anéis
03 Snatch - Porcos e Diamantes

04 Outra História Americana
05 21 Gramas
06 Vidas em Jogo

07 A Queda
08 Closer
09 Team America
10 O Informante
11 Misterioso Assassinato em Manhattan
12 O Cubo

13 StarWars III
14 Encontros e Desencontros
15 Toy Story 2
16 Festim Diabólico
17 Gladiador
18 Matrix
19 Tempos Modernos
20 12 Homens, Uma sentença


Eu também adoro livros!

Tem um texto muito bacana num blog chamado "Eu ADORO livrarias. Putz! Que lugar legal pra se ir. "
Vou editar abaixo uma parte dele. Talvez alguém (também) se identifique.

"Hoje estive em uma. Gosto de passar um tempo lá. Gosto de ouvir os papos das pessoas, ver gente escolhendo livro. Aquele cheiro de livro novo é maravilhoso, uma delícia. Gosto de olhar os livros bonitos que eu não tenho dinheiro pra comprar, e também os que eu compro mesmo sem dinheiro pra pagar. Gosto de olhar os livros que tenho dinheiro pra comprar, mas que não compraria jamais. Mas a parte mais divertida, sem dúvida, é passar pelo setor de auto-ajuda. (…) Aff. Tem receita pra tudo. São os mais vendidos, e ficam bem na porta da livraria. As pessoas que compram esses livros são engraçadas. Elas olham, olham, olham e escolhem sempre os mesmos. Tem uns que disfarçam, mas depois voltam e pegam escondido. Outros levam cinco ou seis de uma vez. Outros perguntam pra quem está perto, “já leu esse aqui? Funciona? Puxa, vou levar!”. E tem quem escolha decididamente e em silêncio. (...) O que mais me chama a atenção é a proliferação desse gênero de leitura. Até livro, ultimamente, tem que ser funcional. Tem que dar resultado. (...)Sim, temos que ser felizes todo o tempo! Vamos ser magros, lindos, bem sucedidos, sem problemas no amor e nem na conta do banco. Se você não consegue, é porque você não quer. (...)".

fonte: http://blog.mafaldacrescida.com.br/

Caramba... Eu também adoro livrarias... (sebos também!!) perco horas, perco não, ganho!. Aprendo pacas! Sou aqueles chatos que quando gosto de um autor, procuro saber todas suas obras. Quando descubro que ele já lançou 12 títulos, pego todos que eu achar, analiso a quantidade de páginas. (livro pequeno, não tem historio o bastante para me deliciar). Escolho um terço e vou para a maquininha de preço judiar. Chega a fazer fila.. Coitada da D que vive me esperando escolher, dentre 30 títulos, nenhum pra levar. Acho que faz parte de alguma fantasia... Ver uma biblioteca pessoal com tantos livros assim, com dorsos que demonstram ser livros extensos, todos bem conservados.

E olha que meu acervo é gigantesco... (Não ganha dos Dvds) mas é considerável sim.

Ah, sabem o que eu gosto? De ler vários ao mesmo tempo. Se a leitura não flui.. vou ficando curioso para ler outro (compro de 5 em 5, principalmente em sebos).

Leio umas 40 páginas.. e meu Transtorno Obsessivo Compulsivo me obriga a colocar algum marcador, fechar a obra e olhar por cima do conjunto de páginas. “Quanto será que eu já li? Uns 32%? É! Uns 34. ok!!” abro de novo e continuo lendo...

E quando acabo então??? Todo satisfeito, como se tivesse conquistado 15 territórios e mais um continente a minha escolha no War, vou todo pomposo colocá-lo na estante. AO lado dos outros para ver se “combina”. Hahaha.. O dorso bem pra frente para dizer a todos. “Qual?? Esse aqui? Hm.. já li sim”