terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Há muito tempo... *

Olhava aquele pequenino
eu o ensinava a brincar
Levantava aquela cabeça
eu o ajudava a parar de chorar
Me fantasiava de palhaço
eu o forçava a sorrir
Embrulhava a sua merenda
eu o fazia se alimentar
Comprava figurinhas
eu o distraia quando as colava

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos pequeninos com ternura e bondade

Jogava pipoca nele
na hora de assistir TV
Passava trote com ele
depois da hora de jantar
Até deixava a bola entrar
na hora de jogar futebol

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos sábios e duvidosos

Fazia perguntas para mim
às vezes até sabia a resposta
Quebrava o prato de louça cara
às vezes até ficava bravo e brigava com ele
Escutava muita música
às vezes até comprava uma fita para ele ( escutar baixinho )
Jogava jogos chatos e impossíveis
às vezes até ganhava

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos tímidos e penetrantes

Ele namorou ;
Ele se formou ;
Ele se casou ;
Ele se mudou ...

( e eu até me despedi )

com sua pequena mesada fez o seu negócio

aos olhos de uma criança ( já adulta )
ele soube se cuidar e progredir
olhos fixos , batalhadores e gananciosos

Me levou à sorveteria
( e até para passear )
Me levou à drogaria
( e até me esperou )
Me levou ao restaurante
( e até pagou )

Me contou a mesma história e a mesma piada que contei
( Há muito tempo atrás )

Os meus olhos ( de criança ) se realizaram
ao ver seus olhos vencedores ( de uma velha criança )

Ver o mundo com os olhos de uma criança
... é tão diferente ... (?)
Os olhos serão os mesmos ?
E a criança , será a mesma ?

Entender porquê uma criança sabe mais do que um adulto

A criança desde cedo descobre o que o adulto aprende
Por outro lado , o adulto já sabe do que uma criança se esquece

Olhos de uma criança
Vista bonita ,
mundo bonito ;
Céu enorme ,
tempo enorme ;

Há muito tempo ...
( para os olhos de uma criança ) .

* Dezembro de 1996

Old!

Se é que alguém acompanha essas linhas, uma boa (ou não!) notícia...
Nos backups da vida que ando fazendo para formatar meu pc, achei umas pastas com uns textos salvos antiguíssimos.
São mais de 30 textos, incluindo 3 histórias. (pelo menos digitadas nessa pasta que encontrei).
Engraçado eu ler coisas que escrevi há muitos anos, são os mais variados temas, então não estranhem os contextos.
Sempre que postá-los datarei para identificar se é uma dessas linhas antigas.

Ahh, festividades brazucas...

Ano novo, vida nova, ops, problemas novos!
É isso aí!
Virou mais um ano e parece que 2008 já está láááá atrás.
Estranho né? Algumas horas e hoje, quando fui salvar umas pastas em backup's, "natal 2008". Uau, que arquivo velho!
Mais estranho ainda é juntar trocentas pessoas, várias que nunca vimos na vida, e desejar prosperidade e alegria! Bom, eu sou alto astral, desejo mesmo.. mas convenhamos. Do fundo das entranhas, sugerir alegria e sorrisos a quem nem ao certo sabemos se está bem.
Bom, existe a ressalva caso alguém esteja no fundo do poço. Na lona, ferrado e mal pago. Daí.. qualquer voto é válido. Afinal, o que vier, é lucro.
Mais estranho² (ao quadrado) é dizer que com o nascimento de Jesus, é conveniente desejar também um nascimento de esperanças e sonhos a se realizar.
(Poucos sabem que Jesus NÃO nasceu em dezembro! Haha.. mas é legal ver o pessoal se debater em meio intelectuais).
Legal mesmo seria ver alguém vestido de Tatu feito o Ross e desejar happy Hannukah (celebração judaica).
Mas o que mais importa mesmo é reconhecer a intenção dos tapinhas.
Dos sorrisos, dos presentes que, com certeza, após o sorriso, você sabe que vai trocar.
Das aves secas sendo repartidas, das sobremesas saborosas, dos espumantes que todos fingem degustar com frequências, mas que, no primeiro gole, a imagem mais se assemelha como se estivesse engolindo azeite gaseificado.
Bom, o importante é se importar!
E como todos sabem...
De intenção...
:-)
Feliz 2009, muita alegria, muito juízo de um "quase" anjo.

ANJOS

" 'O anjo do Senhor anunciou à Maria, e Ela concebeu do Espirito Santo'. O anjo do Senhor saudou Maria. Deus saudou Maria. E a ti? Quem te traz as mensagens? É o carteiro com uma noticia que, talvez, destrua toda felicidade por toda vida. Ou ficas sabendo que certas pessoas te difamaram, roubando-te a boa fama de que gozas; ou é comunicado que perdestes teu emprego, que perdestes todos seus bens, ou que credores estão impacientes contigo. Talvez recebes o aviso da morte de um dos teus familiares, ou esperas ansiosamente noticias sobre a sorte de um de teus entes queridos; oprimem-te dificuldades interiores ou exteriores que teu áspero dia útil te traz. Não digas, então, que o bom Deus não te envia anjo, não te envia mensagens. Ajoelha-te em silencio diante do teu Deus, como Maria diante do anjo e reflete: 'NADA vem por acaso, tudo provém da bondade de Deus'. Tua cruz - seja ela qual for - não é uma saudação de Deus para ti, seu filho? Não está o anjo do Senhor, diante de ti, por assim dizer, esperando o teu sim, como fez com Maria? Teu sofrimento tem sentido profundo. Portanto, curva-te ao aceno da mão de Deus; acredita cegamente que Ele te saúda através do sofrimento e procura aceitá-lo como mensagem do céu" .
* Livro "Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt". Páginas 47 e 48

Fora minhas crenças pessoais, acho que esse foi meu constante e maior contato com os dizeres de anjos.

Pela web:
Do Wikipedia/Google: "Anjos da Guarda são os anjos que segundo as crenças cristãs, Deus envia no nosso nascimento para nos proteger durante toda a nossa vida".
Anjo (do latim angelu e do grego ággelos, mensageiro), segundo a tradição judaico-cristã, é uma criatura celestial - que, na generalidade, a maioria dos crentes das religiões fundadas na revelação bíblica acredita ser superior aos homens - que serve como ajudante ou mensageiro de Deus.
A palavra anjo deriva do latim, angelu, e do grego, ángelos (ἄγγελος), com o significado de mensageiro. Afirma ainda que os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro, possuindo sim uma inteligência muito mais desenvolvida que a nossa, podendo "prever" eventos que fisicamente poderão acontecer, visto que conhecem com precisão todas as regras fisicas, como gravidade, densidade, velocidade etc. Dentro do Cristianismo Esotérico e da Cabala, são chamados de "anjos" os espíritos num grau de evolução imediatamente superior ao do homem e imediatamente inferior ao dos arcanjos.

Mas, quando penso friamente, fico refletindo na existência deles. Será que existem mesmo? Como seriam? Quais propósitos?...
Primeiramente, passa pela minha mente o filme com Nicolas Cage (Cidade dos Anjos). Imagino eles andando por aí.
Depois, passa histórias que ouvi, contos que escutei, conversas que presenciei.

Lembro de tantas vezes que fui abençoado por presenças maravilhosas que chego a duvidar se não seria um deles perto de mim.
Após outros filmes, recentes e antigos, adiciona-se a esse contexto pessoas como dona Abigail e Etanir, personagens do programa Caldeirão do Huck, que simplesmente acolheram e adotaram mais de cinquenta filhos cada (!). Simplesmente por abdicar de suas vidas (felizes ou não) para fazer o bem a outrém. Interessante que eu não assisto esse programa, mas justos esses, algo me fez parar para ver. (na praia!) Seria um sinal?
Daí, parto toda minha convicção.
Que sim.

Eles sempre estiveram perto.
(estão!)
Acolhendo, levando por caminhos que deveriam ter sidos tomados em determinadas horas, situações e circunstâncias.

O livre arbítrio entra como manual e regra. Mas, fica apenas como parâmetro para ser conduzido nessa longa estrada da vida. (já escrita, estamos apenas rumando por ela, sendo nós conduzidos).
Ao invés de entristecer e tentar achar culpados, acho mesmo que devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por estar sempre me guiando.
Ao invés de ficar rindo, sorrindo e achando graça das coisas, devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por continuar sempre me guiando.
Sim, são eles. Sempre eles, mensageiros de Deus.
Alguns nem tão cientes das tarefas que desempenham.
Mas eles sempre estão ao nosso lado, mesmo que na maioria das vezes, não notemos.
Fica a incerteza se são apenas invisíveis mensageiros, ou pessoas iluminadas, escolhidas por uma Vontade maior de querer sempre fazer o bem, não importando a quem.
Pessoas que, aparentemente de carne e osso, que riem e choram, nos advertem, nos aconselham, e às vezes, com sorrisos ou desaprovações nos colocam sempre na linha: O destino divino.
Pessoas que, muitas vezes, abrem mão de sua própria felicidade. Suas próprias vidas para se dedicarem a vidas alheias.
(Interessante que os recados são dados - e ignorados - constantemente pelas pessoas!).
Nas últimas horas desse ano de 2008, dou meu maior voto de gratidão e agradecimento a essas criaturas celestiais, seja qual religiao, seja um homem ou espirito evoluído, que me acompanhou e guiou por todos momentos. Obrigado por sempre traçar meu caminho e meu destino. Me proteger, me iluminar e compartilhar tantas dádivas.

Volta as aulas

Volta às aulas sempre significava contagem regressiva.
O mesmo final de férias que significava uma tristeza extrema, servia de motivação para ver meus coleguinhas da escola.
Um dia antes, a famosa dor de barriga.
No dia fatídico, aquele zumzum já indicava que ninguém sabia aonde era os pavilhões.
Fácil descobrir por onde começar, bastava ir até as listas das classes!
Me espremia no que hoje mais lembra uma daquelas listonas de aprovados da Unicamp.
Alguns comemoravam como prêmio a permanência em salas junto a colegas de anos anteriores, outros, por cair na sala de alguma paquerinha e claro, alguns, já com olhares muados do Gato do Shrek. "Que sala você caiu? Quer trocar?".
Descoberta a primeira pista de onde será minha classe, com o auxílio das inspetoras - prá lá de históricas, seguíamos no mapa do tesouro até a fila indiana que indicaria o "Lugar" para os professores nos buscarem. (Era num pátio, antigo estacionamento, então, já víamos de longe quem tinha chegado e as "prévias" das turmas de cada sala).
De longe, já reconhecia os coleguinhas e imaginava se aquela seria minha fila.
Assim que identificava minha fila, nela indicava meu lugar com minha mochila ao chão. "Nossa, em pensar que anos atrás ao invés da mochila era minha lancheira! Tô ficando velho".
E logo, o que parecia uma sirene de Auschwitz significava que as férias já tinha acabado. "O sonho acabou". E pra variar, eu não aproveitei.
Em meio a excitação de saber o que todos fizeram nas férias, íamos numa espécie de conferência tentando resumir 3 meses de férias em 3 minutos, porque era óbvio que cada um tinha uma história mais espetacular que a outra para também contar.
Chegando na sala, a surpresa ficaria por conta dos professores. Quem serão eles e quais disciplinas teremos?
Novidade da década!: "Esse ano passarei a usar caneta!"
Numa viagem à máquina do tempo, comecei a pensar no que eu mais pensava ao voltar para o colégio após o período de férias e cheguei rápido a resposta.
Sempre foi o "material escolar" novo.
Toda a preparação da batalha "Volta às aulas" tinha um processo peculiar e sagrado.
Desde as listas de materiais até tudo estar na mochila prontinho dias antes.
Ainda me recordo do cheiro dos cadernos. Das folhas branquinhas pautadas, do cheiro dos livros. Isso quando não os foliava antes com o intuito de antecipar algum assunto.
Os cadernos eram encapados com aqueles papéis quadriculares coloridos, tinham etiquetas com as lindas letras redondas de mamãe.
Lápis novíssimos, apontados e com a base aparada com gilete, visivelmente expunha meu nome, graças as habilidades de papai em cortar e escrever com letrinhas miúdas e bem particulares.
Borracha demarcada no estojo com a cor que eu escolhi.

A mochila que até então só serviu para testar o zíper. Os espaços da mochila já tinham sidos escolhidos há muitos dia, assim como o ajuste das alças dos ombros prontas, mas isso, ninguém sabia.
Mas tudo isso era pouco.
O que mais me encorajava chegar o dia da aula, era ver e cheirar os papéis novos.
Os cadernos todos encapados.
Os mesmos cadernos que em alguns meses estariam todos despencando capas, surrados e faltando páginas.

Banho tomado, camisa do colégio, tênis amarrado.
E que comecem os jogos.
(Sim, sempre havia partidinhas de futebol com caixinhas de Toddynho ou DunUp).

Mas até as esperas das partidas com os craques da escola não eram tão aguardadas quanto a hora que entrava na sala nova, escolhia meu lugar, abria minha mochila, e sentia aquele cheirinho de novo.
De novo.

Antes que chegue o natal

Aos meus pais.

Hoje tenho mais de 3 décadas.
E somente depois de ter vivido ´muito´,
ter ganho muitos;
ter perdido tantos;
conheci o valor do coração - e da inflação.

Graças a Deus (e a vocês), eu nunca tive uma frustração no natal.
Nenhuma.
Eu nunca soube o que é não ganhar o que pedi,
ou, simplesmente, não ganhar.
Nunca dividi meus presentes.
Nunca precisei duvidar.
Nunca precisei precisar.
Queria eu poder...
...ter tantas décadas multiplicadas para eu poder...
Retribuir os sonhos;
as conquistas;
e os sorrisos.

Lembro como ontem:
quando cheguei da Lagoa, e a caixa do Pégasus estava na escada logo na entrada da garagem.
(E nem pude notar que vocês sorriram mais que eu).

Lembro de ontem passeando, ouvir:
"Mãe, se um dia você tiver dinheiro, compra pra mim essa boneca?"
(e, por mais um ano, mais uma vez, tudo fez sentido).

Papai Noel hoje, não existe mais.
Para ninguém.

Hoje eu - acho que - entendo.

Não foram os presentes.
Foi...
estarem presentes.

Obrigado Papai Noel,
Obrigado Papai do Céu.

Travessura não, travesseiro.

Recentemente fui ao neurologista tentar descobrir a origem de tantas dores de cabeça.
Após exames, concluiu-se que grande parte da latejante sensação desagradável e contínua, acontece devido minha postura. Postura?
Que postura? Postura diante a dor? Postura que eu tenho em acordar e dormir com dor?
Enfim, preciso evitar de ler e assistir televisão deitado na cama.
Primeiro passo, trocar meu travesseiro.
Puxa, como vou trocar meu travesseiro? Meu travesseiro é uma extensão do meu corpo!
Não é uma escova de dente que, se eu não gostar, jogo fora. Eu necessito de test-drive!
Passo um quarto do dia dormindo, sem contar descansos, é um período significante. Preciso de conforto.
Se fosse escolher entre duro e mole, vá lá.. mas tem penas, espumas, flocos, ar, tamanhos variados, densidades variadas, marcas infinitas.. até a NASA entrou no mercado! E os preços? De R$ 9,00 a 100,00 tranquilamente...
Então eu fico como um idiota abraçando dezenas de travesseiros nas lojas.
(Um aparentemente idêntico ao outro).
Ainda bem que no momento eu cheguei primeiro. E não tem ninguém lá experimentando (ainda). Então tomo a frente e discretamente começo meus sucessivos testes.
Dou “utas” de tudo que é jeito. Forte, fraco, moderado, aqueles de quebrar ossinhos, abraço de urso, abraço com desdém.. aliso ele, simulo - sem ninguém perceber - eu deitando sobre ele.. vejo se é macio.. mas não é o bastante!
É realmente lindo quando chega um cliente interessado por lá. Seja por alguma oferta ou pela necessidade, ele também precisa fazer esses testes ignorantes.
Como estou lá, é um barato como a vergonha desabrocha.
Todos simulam conversar. Explicar e argumentar com suas companhias, papo vai, papo vem e voalá. Dá-lhe abracinhos nos travesseiros expostos, coitados desamparados e sem lares.
Ao chegar um próximo cliente em potencial é o delírio, um quer negar ao outro, um quer fingir ao outro que não quer abraçar a bendita peça. Surge um certo constrangimento, ao meu ver porque um não quer devassar sua vida íntima. (hahaha o cara dorme abraçadinho no travesseiro).
Eu bem que queria chegar pro vendedor e pedir um test-drive. Mas tudo bem, vou arriscar em um deles.
Meu consolo é pensar “ainda bem que não to comprando colchão”.

Cartoons

Assistia desenhos na época em que o balão mágico parou de ser exibido para dar espaço ao Xou da Xuxa.
SBT e Record mantinham algumas atrações a altura, mas sempre era muito difícil bater o naipe da aldeia global.

Hoje é tão estranho, tento procurar desenhos no canal aberto e só vejo orientais de olhos esbugalhados lançando poderes estilo video game.
Vou atrás de canais fechados como Cartoon Network e Boomerang.
NADA de diferente.

Esses TAMBÉM exibem japas correndo, com poderes, pingos de suor, sangue (isso mesmo, os personagens hoje sangram mas nao morrem!), dentes quebrados...
Imaginem o gato felix levando um tiro? ou o Space ghost sendo derretido? Zandor caindo de uma montanha? Os Herculóides perdendo dentes?...
O que será que aconteceu com os desenhos antigos? os únicos que levavam tiros e não morriam era personagens ao estilo Frajola, PicaPau...

Lembrem-se Lion-o conseguia sobreviver porque se defendia com sua luva!
Ok, como evidência, colocaremos o desenho Laboratório de Dexter.
Acho que é o mais atual com raízes antepassadas.

Tudo bem, anormalidades a parte. O cara tem um laboratório umas trinta vezes MAIOR que sua casa, no
subterrâneo!
Meu, como o pai dele comprou a casa sem estar ciente que tinha um pavimento do tamanho de um shopping embaixo? e se tinha pq nao desmoronou com erosão?
Ah tá, você vai me falar que ele que contruiu. Hmhm, sei. Deve ter sido bem legal chegar um carregamento de 19 mil sacos de cimento na casa dele. Escavadores, Retroescavadeiras... Sozinho ele levaria qts anos? (sacou ne! ele ainda eh crianca!).
E a mãe dele que NAO tira as luvas? WHY? please, tell me.. WHY!?? (vide foto e comprove).
Como é o encanamento da goma do cara? e qto o pai dele paga de IPTU? A cidade toda não nota o consumo de energia dessa quadra?? Daonde ele consegue seus suprimentos laboratoriais? Liquidos, poções, peças, parafusos, vidros? Ele nao ganha dinheiro, como adquire tudo isso? Me resta dar risada da DeeDee que faz barulho quando anda saltitante na ponta dos pés.

Geni

Poucas músicas me remetem a reflexões e contextualizações.
Geni e o Zepelim do Chico Buarque é uma dessas que, estranhamente, me trazem imagens da tal saga de Geni.
Sabe quando lemos um livro várias vezes e, passado algum tempo, o mesmo vai para o cinema?
É essa sensação. Recentemente isso aconteceu em "O Ensaio sobre a Cegueira" e para você refletir mais, pense em exemplos básicos dos personagens de mundos fantásticos como "Harry Potter" e "Senhor dos Anéis".

Como seria a Geni ? (rainha dos detentos, das loucas, lazarentos);
E o comandante ? (que pode evitar o drama se a formosa dama lhe servir);
O prefeito de joelhos? e o bispo de olhos vermelhos?
Procurei no pai-google imagens e achei essa ao lado.
Diferente do que imaginava né?

É!...
As vezes, são essas surpresas que nos fazem sorrir.


link da foto - http://mmrndesign.blogspot.com/2008/03/ilustrao-para-msica-geni-e-o-zepelim-de.html

Sob os olhos de Deus IV - Luz

Sem entender o que o destino tinha lhe pregado, agora o senhor quis acreditar que foi algo "bom" o que escutou.
Para seu entendimento, tantos anos e tantas derrotas já não significavam mais coisas tão ruins.
Ele se adaptou e apenas enxergava o que lhe convinha.

Depois de uma tarde de meias palavras, gestos e mímicas, eles rumaram ao norte.

Foi quando, mais uma vez, o sol morreu e Deus quis provar quem manda.

O chão tremeu, a luz apagou e o vento soprou.
Raios rasgaram o céu.
Os ventos arrancavam troncos inteiros.
Pingos que doíam mais que acoites.

O rapaz teimava em apenas atribuir a palavra "âncora" ao velhinho.
"Pois é. Quem mandou eu duvidar de Deus?
Tudo que eu queria era alguém para me salvar!"
O castigo tem vários pontos de vista.
As aparências. Sim. Elas enganam.

(Se várias crianças estivessem aqui, a maioria escolheria o velhinho para brincar.
Ele não era forte. Ele não era esbelto.
Mas ele era sincero. Transparente.
Não tinha créditos por causa de sua aparência).

Quando pela terceira vez o senhor dobrou o joelho e se curvou à lama, envergonhado o rapaz colocou uma mão em seu ombro e, comprimindo força, usou o senhor como cajado ou quase..., uma âncora.
Imóvel, o senhor segurou a perna do rapaz.
Não se ouvia nada. Os urros eram altos demais.
Não se via nada. Toda invejável visão que possuía lhe era inútil.

E quando tudo não fez mais sentido e nenhum sentido mais funcionou, ele se surpreendeu.

Como numa provação, uma promessa, o velhinho foi se arrastando de joelhos numa determinada direção.
Ele liderou e foi puxando o rapaz.
Foi guiando.

Pelo coração.

E mesmo nas trevas o rapaz caminhou.
Ele encontrou um caminho.
Um coração iluminado o guiou.

Sob os olhos de Deus III - O conto da salvação

Assim que o tsunami (de problemas) começou a dissipar, os pingos da chuva e das lágrimas passaram.
E enfim, ele adormeceu em paz.

Sabia que acordaria melhor.
"Amanhã será tudo diferente".

Acordou e tentou ver apenas as coisas belas.
Energias positivas atrairiam forças positivas.
Sentiu a brisa logo cedo sob seus cabelos.
A maresia que esticava a pele de sua face.
Caminhou.

Por horas se deparou com areia, barro, mato, caules, pedras.
A única vida, além da sua, era de algumas larvas.
Duvidou de Deus.
Os únicos sons, além dos seus passos, eram o vento e a água.

Foi quando avistou alguém.
Não poderia ser miragem.
Correu com todas forças, sabia que ia ser atendido.
Iria ser salvo.

Sonhou com uma volta excitante.
Pensou em fartas refeições.
Imaginou seu regresso da forma mais luxuosa.
Fantasiou-se limpo, cheiroso, esbelto e cheio de posses.

Aquela sombra começou a ganhar formas.
Parecia ser um senhor.
Uma aparência talvez pior que a sua.
Não importava, ele voltaria a ser feliz.

Cabelos longos, oleosos e grisalhos.
Enxergava agora com detalhes as cicatrizes que o tempo cravaram naquela pele flácida e judiada.
Não reconhecia aquele lugar, muito menos se na proximidade existia algum objeto ou transporte que aquele velho teria.
Seu mundo desabou.

Notou que as mãos do senhor estavam trêmulas e, com as unhas ele tentava extrair líquidos do caule de uma árvore.
E ele nem reparou a aproximação alheia.

Visivelmente desanimado o rapaz soltou um urro.
No mesmo instante, como num acesso de loucura, o senhor tentou procurar em todas direções a origem do som.
Quando viu, ele abriu os braços... ajoelhou-se e chorou.

Seus fracos ossos somada a escassa carne quase não suportava mais seu peso.
Suas rugas se contraiam em meio as lágrimas.
Seus braços longos e finos, demonstravam o êxtase e felicidade quando apontados ao céu.

O rapaz percebeu, seu sonho tinha evoluído.
Agora fazia parte de um pesadelo.
Pensava incessantemente que seus problemas, certamente se duplicaram.

O senhor mal conseguiu produzir alguma sílaba.
Mesmo assim, o rapaz não conseguiu esconder sua decepção.
Ficaram abraçados por muito tempo.
Parecia até que um ombro foi feito para o outro queixo. Como peças de quebra-cabeça.
Mas não importava muito.
E o rapaz agoniado não aguentou:

"Eu pedi para que Deus mandasse alguém para me salvar.
Não quero ofendê-lo, mas eu tenho mais suprimentos e recursos que você".
Lembrou da parábola e quis acreditar.
Se você suportar as larvas, conhecerá as borboletas.

Sob os olhos de Deus II - O Interlúdio

Num suspiro, talvez um engasgo, todos seus músculos, como numa descarga elétrica, ao mesmo tempo reagiram.
Sua pupila dilatou e, em décimos de segundos, acordou.

Viu que não podia ver.

As estrelas, seus únicos bens, não estavam lá.

A escuridão, como uma folha negra de cartolina, ecoava a noite.

Assustado e suado, tateava. Continuava procurar algum objeto, talvez, familiar.

O frio e o medo enfim deram o primeiro indício que iria sobreviver.

Agora, mais do que nunca ele começava acreditar. Sua segurança, ligeiramente, aumentou.

A terra úmida e o som de estilhaços, bem no seu íntimo - até lhe fizeram bem.

Sua covinha quase apareceu.

Aquele som era Deus, que também chorava.

Sob os olhos de Deus

Parecia ser terça feira, acordou e olhou para céu azul claro.
O sol queimava sua retina.
Automaticamente suas pálpebras recuaram e a musculatura de sua face se contraiu.
Os dentes centrais até apareceram.

Sentia que iria viver. Poderia até ser um avião.
Queria ser salvo.
Seus pés rachados e maltratados, cortados e extremamente machucados se perdiam entre a areia escaldante e a água gelada do mar.
Ondas suaves, brisa quente, trilha sonora favorita de férias. Tudo poderia sim ser esse sonho.
A gota salgada e morna que escorreu em meio sua barba por fazer não era da espuma do mar.
Fome deixava seus ossos cada vez mais frágeis e trêmulos.
Trapos. Grifes que valiam como folhas.
Em sua memória o cheiro doce e agradável do perfume que costuma usar.
Confuso. Corria em direção do barulho.
Precisava ser salvo.
Em horas correu entre árvores sem saber o destino.
O som das marés a essa altura - e distância - poderia ser apenas eco.
Perdido, procurava algo para identificar.
Doeu quando sorriu. Era uma pedra engraçada, quase quadrada.
Esses rápidos segundos lembraram décadas.
Num devaneio podia jurar que ali caberia um carneiro. (com buracos para ele respirar, é claro).
Agora já é tarde. O sol vai morrer, a lua vai nascer e seu corpo se perder.
Cavocou com os calcanhares um buraco na terra gelada.
Abraçou seu próprio corpo num ritmo semelhante às rajadas dos ventos que cegavam seus olhos cansados com grãos cristalinos.
Seus olhos e seus lábios, mesmo fechados, provavam incessantemente a inquietude de sua alma.
Sonhar?
Pouco importava. Ele sobreviveu mais um dia.
Precisava continuar acreditando que amanhã será salvo.

Meus 10 Transtornos Obsessivos Compulsivos no trânsito

01. Andar com o combustível na reserva e ficar sofrendo na angústia do "será que consigo chegar?" (A cada quadra um suspiro, o medo de ficar parado com pane seca é proporcional às descidas do ponterinho);
02. Cantarolar bem alto com letras todas erradas. (Isso se não for música clássica ou jazz, onde são emitidos grunhidos imitando as notas orquestradas);

03. Quando abastecer, ficar torcendo para o frentista colocar "40,01" ao inves de 40 (crente que a cada dez abastecidas você terá 0,10 - nooosa! quanto!)
;
04. Nos primeiros 10 metros que for pegar pista/estrada ao invés de ir progressivamente trocando de marcha da 3a (acabou de entrar na rodovia) já engatar a 5a marcha direto e esperar a aceleração chegar sozinha. (E a sensação de pânico quando o cara gruda em vc e o carro ainda não está no RPM certo!?);
05. Parar no sinaleiro e disfarçadamente limpar o salão nasal;
06. Não verificar água e óleo no posto para não ter dar trocadinhos ($) pro frentista, afinal, isso você "faz" na sua casa de graça
(e como faz, com uma freqüêeeencia...);
07. Fazer a curva mais aberta possivel para engraçadinhos que vem na faixa ao lado nao entrarem (Você está a 3 sinalieiros esperando a maldita fila andar.. E quando chega a hora de você virar, topa com um espertinho que vem do lado de fora e quer entrar na marra, na maior cara de pau, ele dá seta e quer entrar numa nice! Olhe o chão porra! flecha para ir reto e virar é essa, quer pegar menos fila? comigo nao!)
;
08. Se o radar é 70, andar a 70. Se o radar é 100, andar a 100 km/h (Só nos trechos com radares);
0
9. Calibrar o pneu com 2 números a mais de pressão (Vai saber a próxima vez q você irá calibrar);
10. Não deixar de jeito manera o carinha do semáforo "sujar" seu vidro. (Mesmo que não seja um assalto, a tática é ignorar o cara mudando a música no som, ou pegando um papel no banco ao lado.. o cara desiste já que tem pouco tempo para negociar e limpar com você e vai pro carro ao lado).

Fixação em asfixiar-se

O único momento que devíamos nos despreocupar é justamente o único momento em que ficamos absolutamente sozinhos.
Chega uma força maior.
Preso, um travesseiro afunda e me captura.

Engloba e se apossa da minha mente.
Transforma meus sonhos em pesadelos.

Perdido e cego.
Mudo e atado.

Me deixa desamparado no escuro de uma selva, com medo da escuridão.
As folhas negras, frio que rasga minha espinha, me causa tremedera, sinto perder o fôlego como cair num abismo em alta velocidade e não ter forças para consiguir puxar ar e respirar.

Tremedera e medo.
Suor e pânico.
Sozinho e inseguro.

Tento me ocupar, induzir minha mente a sair dessa escuridão.
Acorrentado e submerso.
Um redemoinho em alto mar que me puxa com a força das marés para baixo;
Eu tento. Eu juro que tento com todas as forças bater os pés, dar braçadas, lutar para subir, lutar para viver.
Em segundos a próxima onda me suga para um lugar mais fundo e mais escuro.
Uma visão turva, escura, gelada mostra o que eu teimo em não aceitar.
Eu já estou longe demais para conseguir voltar.

A cabeça submerça leva todo fôlego que consegui tomar, mas, infelizmente eu já sei que toda força guardada será insuficiente. (Lutar em vão?)

Não consigo me soltar.
Sussurros gelados me ferem mais que choques cerebrais.

Lágrimas e silêncio.


Minha moradia sempre será sua mente.

Eterna.

Tempo tempo mano velho

Saudades

Saudade de voltar a ter problemas só de matemática.
Tenho saudade de esperar meu leite morno ficar prontinho na caneca de plástico azul.
Jogar "Bobinho" depois da janta.
De ficar no rasinho da piscina do clube e ao apoiar a palma da mão na pedra de granito, sentir o calor umidecido da pedra queimar as rugas causadas pela água.
Ficar tomando conta de um galho de abacateiro dizendo que este era o meu.
Praticar esportes incessantemente, afinal, quando novo eu não cansava.
Ficar horas emburrado porque o "chato" do Chacrinha não terminava.
Abraçar meu cachorro tão forte e achar que duraria para sempre.
Andar de bicicleta fazendo "oitos" no quintal.
De nâo ter compartilhado tanto conhecimento que meus avós tinham.
Jogar bola, nadar, correr e achar que não tinha oponentes a altura.
Ficar horas escutando uma música para tentar descobrir o que o cantor dizia.
Contar os dias para fazer aniversário e saber quando irei guiar.
Saudade de não ter mais medo de sentir medo.
Da segurança que se a brincadeira acabasse, meus pais dariam pilhas ou um outro novo.
De aproveitar as viagens que fiz, quando o orgulho e dinheiro "eram" mais valioso que a companhia.
Das consultas que eu ia e fazia eu perder aula a tarde.
Em achar que ficar em casa solucionaria meus problemas.
Que todos eram eternos.
Saudades de me ocupar a manha, tarde e noite e não lembrar do que perdi e senti.

Rita Lee é o Ozzy brasileiro!

Desculpe o auê, mas é isso mesmo. Isso se não for mais. E não! Não é exagero. Cada vez que busco novos dados, vejo a biografia e a história.
Ozzy é um deus metal. Desde os primórdios do rock, pós progressivo, embalado no Sabbath, Osbourne e sua família fazem parte da história do metal.

Rita, brasileira é a história da loucura nacional. Rita pós mutante, passou por todas gerações, enfrentou todos problemas. As vezes esquecida na história e até pela mídia, é a referência dos estilos tupiniquins no pop rock que atravessou gerações.
É aquela mulher batalhadora, ideal cravado em sua alma. Opinião formada e consciência sempre tranqüila.
Ovelha Negra, “toda mulher é chata”. Rita – além de legal - é o rock.
Suas rugas mostram o tempo. Mostra a evolução musical nacional e moral. Sobe no palco. Canta e grita a hora que quer. Elogia e manda se foder quem quer.
Junto com Roberto de Carvalho, não mordeu o morcego no palco, ela foi maior que isso. Se ofereceu ao Doce vampiro.
Temas sombrios, arranjos do mal. Rita é o alto astral.
Queria ter participado da época Bwana e Lança-Perfume. Rita não pode ser só rosa. Ela é rosa choque.

Texto originalmente postado dia 03.10.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/10/rita-lee-o-ozzy-brasileiro.html
Vamos lá.
Esse blog foi iniciado em junho de 2007 com o propósito de juntar tudo que eu achava de mais engraçado na internet.
No início, queria escrever mais, publicar textos, crônicas e algumas historinhas engraçadas que aonteciam intercalando com os posts mais engraçados que encontrava na net... Era um baita trabalho, porque eu vivia pulando de blog em blog e tudo que achava engraçado salvava.
Isso começou a lotar meu HD e nao tinha mais para onde salvar. E daí tive a brilhante de postar tudo que encontrava numa compilação de todos os blogs mais sensacionais da web.
Isso claro, virou uma obrigação e não esqueço quando uma vez tive que viajar ou mesmo na praia, já levava as imagens salvas em pendrive para todos os dias continuar abastecendo o blog.
Meus textos, proposta inicial inexistiu a partir daí e meu tempo, foi ficando cada vez mais escasso.
Conheci muitas pessoas por esse blog, e dezenas de outros blogs maravilhosos. Mas isso me fez de refém e chegou uma hora em que eu não consegui mais mantê-lo atualizado.
Ai o mais engraçado. Pois isso aconteceu 2 anos depois do inicio do blog, em 2009. Sem atualizar ele continuou tendo uma demanda sozinho... e ATÉ HOJE ele é constantemente visitado.
Sem anuncio, sem indicação.. sem nada. Mídia espontânea.
Quase meio milhão de visitas, com média superior a 10MIL ao mês.. começava a ficar com dó de desativá-lo.
Mas... o mundo gira e a vida muda.
Hoje não tenho tempo nem pretensão de continuar abastecendo-o. Fiz um backup nostalgico dos mais de 2500 posts que tinha, mas a intenção é que ele siga um outro rumo.
Como tenho outros 2 blogs (também parados), vou tentar juntar tudo num só.
Postar sobre filmes, crônicas, contos e claro, espontaneamente alguma ctrlC ctrlV de outro blog... Digo isso pois quando parei de abastece-lo, recebia emails não digo ameaçadores, mas pessoas que pediam e de certa forma, "mandavam" eu postar mais. Me controlavam e isso começou a me incomodar até deixa-lo de vez. Ha quase 3 anos.
Entao recomeço num novo fôlego e, para não começar do ZERO, vou deixar alguns posts iniciais do blog quando o fiz 5 anos atrás.
Vou carregá-lo com alguns textos para ja ir aumentando seus posts e mantendo a ideia principal, escrever!!!
Com a ressalva principal de manter o nome dele o mesmo, com mesmo endereço.
Deixo meu muito obrigado a todos que acompanharam e seguiam na esperança que esta nova proposta e roupagem continue agradando-os.
Um Gde abraço!
Chris Mazzola

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Momento Danilo III

Como já postei anteriormente, existe um blog de um rapaz juito engraçado que, quando fica P da vida se transforma. Essa "transformação" é chamada de 'Momento Danilo'.
Aqui vai o terceiro "Momento". Segundo o próprio, aconteceu em fevereiro de 2003.

[O bilhete da discórdia]

Era uma sexta-feira. Estava de saco cheio de trabalhar. Quem mora no Grande ABC e depende do troléibus para transporte sabe como é precário essa merda. Saí do meu serviço por volta das 18h00 e peguei o tal troléibus. Enfiei o bilhete na catraca e foi rejeitado. Enfiei de novo e mais uma vez rejeitado. Então disse ao motorista:
- Olha...o bilhete não está funcionando.
- Então desce.
- Não..eu paguei pelo bilhete o preço que sua empresa pediu. Nem 1 centavo a menos. Senão funciona, o azar é de vocês, daqui não desço.
- Se você descer não saio com o troléibus.
- Porque não? Você por acaso ganha por comissão, senhor?
- Senhor o caramba.
- Então nesse caso, já que você não é senhor vou lhe dizer uma coisa, seu filho de uma puta, chifrudo e corno do caralho, se eu fosse ladrão entrava de graça nessa porra, roubava todo mundo e você ficava com o cú na mão e não falava nada, mas como eu estou voltando cansado de um trabalho de merda você quer bancar o machão comigo e vai tomar no meio do séu cú!
Então começou toda uma série de baixarias, onde tive a oportunidade de expor a um troléibus lotado todo meu repertório de palavrões, e ainda criar mais alguns.
Com o troléibus parado no meio da avenida, o motorista se levantou e ameaçou me agredir, e eu xingava mais ainda, pedindo para ser agredido mesmo, essa coisa toda de briga. Depois de quase uns 5 minutos de baixaria, o motorista, viu que eu não ia descer mesmo e disse para os passageiros:
- Se vocês não expulsarem esse filho da puta daqui, eu não saio com o troléibus. Retruquei:
- Vocês vão ficar do lado dele mesmo? Vocês pegam essa merda lotado todo dia pra ir trabalhar, andam amassado pior que gado sendo transportado, tem salário descontado do holerith por causa dessa bosta que só atrasa e vão dar ouvido pra esse filho da puta? Vão tomar no cú todos vocês!
Aí um cidadão que estava no meio do troléibus veio até mim e me deu um bilhete. Peguei o bilhete, passei na catraca e disse:
- Pronto...agora estou com o bilhete certo...pode andar.
O motorista, sem resposta, sentou no banco, começou a dirigir e resmungar:
- Esse cara foi um idiota de ter dado bilhete pra esse filho da puta.
- Tá falando ainda seu..corno, vai tomar no seu cú....
E por aí foi um bate boca, até que um passageiro muito dos filho da puta disse:
- Motorista, para o troléibus que agora eu vou expulsar esse filho da puta daí.
Eu olhei pra trás e disse:
- Pode vir, eu adoraria ver isso. Eu só quero ir pra casa e nada mais, mas eu juro, se você relar um só dedo em mim você está fudido.
- Opa..não vou relar a mão em ninguém...vou pedir licença.
- Tudo bem..então nesse caso pode passar.
Ele ficou puto e saiu resmungando e sumiu no meio do povo, dentro do troléibus....não o vi mais até então. O motorista vendo que não consegui ser expulso e estava indo pra casa no troléibus dele parou o troléibus novamente no meio da avenida e disse e disse:
- Eu não vou mais andar com você...vou chamar a polícia...
A multidão, que até então estava contra mim, xingou o motorista se voltando contra ele (o povo é volátil, não?). Mas isso não adiantou, o motorista pegou o celular e só ouvi ele dizer:
- Alô...tem um cara falando palavrão aqui no troléibus...sim..eu sei que falar palavrão não é crime...mas tem mulher aqui poxa!
E desligou o celular, saiu do troléibus e ficou na calçada me xingando. Eu nem aí, como se não tivesse acontecendo nada. Foi quando para meu azar, passou uma viatura, e o motorista acenou pra ela. Desceu 4 policiais com a arma na mão, e foi ouvir o motorista que deve ter falado os diabos de mim. Quando a polícia chegou perto do troléibus com as armas na mão, a multidão começou a dizer:
- O rapaz está quieto, o motorista que é maluco.
Aí os policiais guardaram as armas e perguntou quem era o tal portador do "bilhete da discórdia". Eu levantei a mão e eles pediram pra eu descer. Assim que eu desci (pois queria ficar lado a lado com o motorista falando com os policiais) o motorista subiu no troleibus correndo, riu da minha cara e saiu com ele.
Fiquei puto com aquilo, mas me controlei, pois sei que vou pegar o tróleibus de novo com motorista. O policial foi gentil comigo, e perguntando pra onde eu ia, parou o troléibus de trás e mandou o motorista abrir a porta para que eu subisse e seguisse meu caminho, afinal...eu só queria ir pra casa.
Então encontrei uma moça que trabalhava no mesmo shopping que eu:
- Ai...só você mesmo pra subir escoltado por policia no busão.
Contei a ela tudo que havia acontecido...demos risada e ela desceu em seu ponto. Então a história do bilhete da discórdia chegou ao fim certo?
NÃO! ! !
Pois assim que ela desceu eu foi até a porta que é onde gosto de ficar... Ao olhar para o meu lado, adivinha que estava me encarando e eu não tinha percebido? O filho da puta do cidadão que disse que ia me expulsar do outro troléibus e depois não expulsou merda nenhuma. Fiquei puto ao ve-lo me encarando. Cheguei bem do lado dele, e disse:
- Vou falar baixinho, pra você não dizer que sou baixaria: Você quer uma foto minha, é alfaiate e vai me fazer um terno ou é um viado e quer me dar o cú?.
- Foto só se for pro seu caixão.
- Seu salário de peão não cobre a renda e precisa trabalhar no serviço funerário pra compensar?
- Não..é que não gosto de viado mesmo.
- Então o caixão é pra você? vai se matar?
Aí começou a baixaria de novo, não controlava mais minha voz e começamos a gritar.
- Você não tem nem tamanho pra falar comigo
- Mas meu pau é grande..
- Então dobra pra trás e enfiar no toba.
E por aí foi...até que a porta abriu e empurrou ele. Eu comecei a rir na cara dele e disse.
- Ai seu cuzão..até a porta te derruba.
- Mas você não me derruba.
- Seu filho de uma puta...vai tomar no cu..eu só quero ir pra casa..você disse que ia me expulsar do troléibus e to esperando ate agora...você é um puta de um chifrudo...eu vou ficar aqui do seu lado...e juro..se você olhar pra mim de novo eu vou socar a mão na sua cara...
O troléibus andou até meu ponto e eu fui do lado dele. Ele não olhou pra mim. Quando cheguei no meu ponto, desci. Quando estava na calçada, o filho da puta me diz:
- É um cuzão mesmo.
Fiquei puto com tamanha covardia e chamei ele pra descer...mas o troléibus foi embora...
E acabou tudo nisso...mas a qualquer momento pode rolar aqui a segunda parte da história, pois como sempre pego troléibus naquele horário, certamente cruzarei o motorista e o passageiro machão.... e não vejo a hora de fazer isso...pois como nessa meda de país não há lei que defenda um consumidor que paga por um bilhete zuado, vou ter que apelar pra baixaria mesmo.


Fonte: danilozero.blogspot.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Agora já foi... e nem te mais como voltar

TOP 5 "Agora já foi, e nem tem mais como voltar..."

Existe nome para essa sensação?

- Você escreve aquele mail gigante e não sabe se envia. Pensa nas conseqüências. Pode ser a única chance dizer o que está entalado. Dane-se! Clica em enviar. Em 5 seg, bate a razão. Já foi...

- Viaja tranquilamente quando, a 140 km/h passa por um guard rail e tem a impressão de ter um radar móvel escondido. Olha direto já para o velocímetro. Se o limite é 110, tá ferrado. Na seqüência, olha o retrovisor. Já é tarde. A mureta ficou agora a mais de 500 metros. Já foi e...

- No MSN, digitando que nem um louco para 9 pessoas ao mesmo tempo, vê janelinas piscando igual piscas de natal. Mal lê e já responde pra todo mundo. Mas percebe que a resposta, nem um pouco educada sobre um assunto completamente diferente e de conteúdo impróprio foi pra pessoa errada. Vê como confirmação a foto do seu colega ao lado do seu texto. Já foi...

- Aquela coleguinha que você sempre fantasiou estar num rala e rola, um dia, numa comemoração da empresa, resolve dar bola pra você. Bebidas a mais, olhares e risadinhas. Vai rolar. E eis que no rolar, você “esquece” de se proteger. Na hora é lindo. Mas em 68 segundos cai a ficha. “Ai ai ai. Se ela saiu assim comigo, deve ter saído assim com outros”. Já foi...

- Namorada nova. Está dando uma volta no shopping e educadamente pergunta se ela quer jantar. Ao entrar direto naquele restaurante que todos dizem ser divino, observa no cardápio que o prato mais meia-boca, a arroz branco e fritas custa R$ 70,00. Um suco são R$ 6,00. Já foi... e nem tem mais como voltar.